A saúde bucal feminina

fases mulherA semana é de pensamos na condição feminina. Valorização e respeito é o que se busca a partir de toda a mobilização em torno do dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, que precisa ir muito além das homenagens pontuais. Como aqui neste nosso espaço o foco é a Saúde Bucal, temos de chamar a atenção para o fato de que a mulher, em todas as suas fases da vida, necessita de cuidados especiais e específicos nessa área.

O acompanhamento odontológico diferenciado para as necessidades femininas começa já na pré-adolescência, quando as alterações hormonais (maior produção de estrógeno e progesterona) estão relacionadas com uma pronunciada resposta gengival à inflamação.

Isso exige um atento controle da placa bacteriana, a fim de evitar possíveis quadros de gengivite – lembrando também que, nessa fase, devido à maior sensibilidade, a jovem, muitas vezes, abandona hábitos de escovação e uso de fio dental, necessitando de uma orientação personalizada, além de limpezas periódicas em consultórios.

Na idade adulta, algumas mulheres também têm, no período menstrual, tendência à hiperplasia gengival – que é o aumento e inchaço da gengiva, devido ao papel estimulante da progesterona na produção de prostaglandinas, que têm ação na resposta do corpo às inflamações.

Além de incômodo, esse quadro também exige acompanhamento atento e orientações específicas para a escovação e a higienização, a fim de evitar machucar a mucosa gengival e a proliferação bacteriana, o que também pode abrir caminho para a doença periodontal e a perda de dentes.

gravidez 2Já as grávidas, por sua vez, são classificadas como um grupo de risco. A inflamação gengival é denominada gengivite gravídica, e pode evoluir para um tumor gengival.

Na gravidez, devido a uma série de alterações hormonais e físicas, os dentes e as gengivas acabam por ficar mais frágeis do que o normal. É comum a gengiva sangrar com mais facilidade, e também acontecer o surgimento de cáries, naquelas que não fizeram um tratamento preventivo.

Diversos estudos apontam relação entre doenças periodontais com partos pré-maturos, nascimento de bebês com baixo peso e riscos de eclampsia. Uma pesquisa recente apresentada em um encontro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana, também alerta para a relação entre inflamações na gengiva e a dificuldade que algumas pacientes encontram para engravidar.

Vale lembrar ainda que mulheres em idade fértil, que façam uso de pílula ou injeção anticoncepcional, também estão sujeitas a alterações hormonais que podem afetar diretamente a sua saúde bucal. Afinal, a presença de determinados hormônios (estrógeno e progesterona) funciona praticamente como a simulação de uma gravidez.

Outros quadros que gerem alterações hormonais tais como endometriose, ovários policísticos, problemas de tireóide, diabetes, etc, também podem afetar diretamente a saúde bucal feminina.

Mulher maduraNo período após a menopausa, as diversas alterações no organismo também exigem um atento e meticuloso acompanhamento odontológico. O próprio desgaste natural dos dentes e a diminuição da densidade óssea aumentam os riscos de perda de unidades dentárias.

Para além disso, nessa fase são comuns as queixas de boca seca, sensação de queimação e ardência na boca e língua, mudanças na coloração das gengivas e alterações de paladar. Há que se ter ainda um cuidado especial para se evitar a recessão gengival, que propicia o surgimento da cárie radicular.

Como se vê, são inúmeras as razões para que levantemos a bandeira por maiores atenções para a saúde bucal feminina. Esse é um direito da mulher, um ato concreto de valorização e de respeito à sua condição e de suas necessidades. E tudo pode começar com uma medida simples e uma decisão individual: a ida semestral ao dentista.

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