Cada dente tem uma função indispensável

Quem dera a falta de um único dente fosse um problema apenas estético. Já tivemos oportunidade de abordar aqui as implicações disso para a vida social e para a autoestima – e esse é um aspecto importantíssimo, sem dúvida – mas a questão é que a ausência de dentes também compromete a saúde bucal.

dentista
A falta de um único dente pode colocar em risco todas as demais unidades.

Mesmo quem tem os dentes perfeitamente alinhados, sofre sérios prejuízos funcionais quando há a perda de um único dente. Por isso, a necessidade da reposição de um ou mais dentes jamais é uma questão meramente de vaidade.

Traumatismos, cáries, problemas periodontais, ou mesmo tratamentos dentários equivocados feitos no passado estão entre as principais razões para que indivíduos adultos apresentem ausência de uma ou mais unidades dentárias.

Hoje, a orientação que prevalece na Odontologia é no sentido de evitar a perda de dentes naturais. Não sendo possível, a substituição via implante, o mais cedo possível, é o que se recomenda.

A falta de um único dente implica um efeito dominó, a médio e longo prazos, pois o organismo providencia a sua “adequação” àquela situação. O resultado acaba sendo o comprometimento de toda a arcada, com grande probabilidade de perda de mais dentes, chegando até à perda total.

Com tudo isso, problemas na mordida e na mastigação tendem a surgir também, além do favorecimento de disfunções articulares e musculares, e de dores e estalos na mandíbula. Pensar que um único dente é dispensável é um terrível engano.

Não é por acaso que eles (os dentes) são distribuídos aos pares, em cada lado da boca, nas parte superior e inferior da arcada. Cada um tem a sua função no processo mastigatório e na manutenção da estabilidade facial.

Vejamos os caninos, por exemplo. Com o seu formato pontiagudo, eles servem para rasgar os alimentos. Por incrível que pareça há quem equivocadamente deduza que, por isso, esses dentes são inúteis para o homem moderno.

Acontece que esses dentes – que possuem raízes mais volumosas e extensas, suportando melhor as forças laterais – servem de “guia” para os demais dentes, desempenhando uma importante função no ciclo mastigatório. A “guia canina” compreende um dos movimentos mastigatórios excursivos (que pode ser melhor visualizado nesta animação: http://www.youtube.com/watch?v=gLGflszj_cU).

Por aí fica mais fácil entender que nenhum dente trabalha sozinho. Todos fazem parte de uma engenhosa composição, onde cada um tem a sua função para fazer a máquina trabalhar como se deve. Todos são indispensáveis, portanto.

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