Dor de dente nem sempre é sinal de cárie

A avaliação do dentista é fundamental para identificar corretamente a causa de uma dor de dente.
A avaliação do dentista é fundamental para identificar corretamente a causa de uma dor de dente.

A dor de dente nem sempre se deve à cárie. A dor pode ser consequência de diversos quadros que afetam a saúde bucal, tais como: uma raiz demasiadamente exposta, um dente fraturado ou, até mesmo, problemas na mastigação. No entanto, é um equívoco pensar que por não ser cárie, tais problemas não exigem a mesma atenção e tratamento.

“A dor é sempre um sinal do organismo de que algo não vai bem. Seja qual for o quadro que está causando incômodos na pessoa, ele precisa ser devidamente diagnosticado e tratado”, observa a periodontista e implantodontista Marlei Bonella, diretora clínica do IOS.

O risco de adiar o tratamento e contornar o problema com analgésicos ou mesmo com medidas caseiras paliativas é mascarar quadros que podem progredir e levar a complicações que causam a perda de dentes e comprometimentos mais sérios da saúde bucal ou mesmo da saúde sistêmica.

“Insistimos muito na informação de que a saúde começa pela boca. Deixar de tratar de problemas crônicos nos dentes ou nas gengivas é cultivar uma bomba-relógio que uma hora irá detonar, seja com um episódio de dor intensa, seja com a perda de uma ou mais unidades dentárias ou com o surgimento de quadros infecto-inflamatórios bastante complicados”, enfatiza a especialista.

Sendo assim, a dentista identifica dois momentos cruciais em que o paciente não deve adiar o agendamento de sua consulta:

  • Semestralmente, de acordo com sua agenda de visitas regulares ao dentista (essa é uma medida importantíssima para prevenir episódios de dor de dentes);
  • Em caso de dor, durante a crise ou tão logo seja possível, mesmo se a dor aliviar (um episódio de dor de dente deve sempre ser avaliado por um especialista).

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EXEMPLOS DE QUADROS QUE PODEM CAUSAR DOR ESPORÁDICA E COMPLICAÕES PARA A SAÚDE BUCAL E SISTÊMICA

  • Raízes dentárias expostas (devido a recessão gengival ou movimentação do próprio dente);
  • Fraturas na estrutura dentária;
  • Má oclusão (problemas na mordida/encaixe dos dentes);
  • Sensibilidade dentária (sensibilidade dentinária);
  • Infiltrações em próteses fixas;
  • Processos infecto-inflamatórios nas gengivas ou região do periodonto;
  • Cáries em qualquer estágio;
  • Cárie  que ja alcançou o nervo do dente (tratamento do canal);
  • Distúrbio de ATM (Distúrbio da Articulação Temporomandibular).