Mudanças hormonais interferem na saúde bucal da mulher

As alterações hormonais que ocorrem em cada fase da vida impactam a saúde bucal feminina.
As alterações hormonais que ocorrem em cada fase da vida impactam a saúde bucal feminina.

Falar de conscientização em relação às questões femininas é falar também no direito a uma assistência diferenciada para a sua Saúde! Não é de hoje, estudos comprovam que eventos biológicos tornam a mulher especialmente suscetível a determinados problemas bucais, exigindo um acompanhamento odontológico especializado e atento a essas condições.

Puberdade, ciclo menstrual, gravidez e menopausa são fases naturais da vida da mulher que podem impactar diretamente o equilíbrio da flora bucal, aumentando a predisposição para problemas como a doença periodontal (gengivite e/ou periodontite) e as cáries, por exemplo. Sem o devido tratamento e controle, esses quadros ondológicos tendem a se agravar e a complicar, comprometendo a saúde sistêmica e a qualidade de vida dessas pacientes.

Além de sofrer o impacto das alterações hormonais de cada fase da vida, a saúde bucal feminina também pode ser diretamente afetada por determinadas patologias presentes no organismo, tais como endometriose, ovários policísticos, problemas de tireóide, diabetes, etc. Por isso, todas essas condições devem ser expostas ao dentista, na hora da consulta.

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Puberdade

Alterações hormonais aumentam a predisposição para o surgimento da placa bacteriana e do cálculo dentário entre as pré-adolescentes e adolescentes, elevando a incidência de problemas gengivais – como gengivite e/ou periodontite (doença periodontal) – nessas faixas etárias.

Além disso, nessa idade, muitas vezes já fica mais difícil para os pais controlarem a frequência e a qualidade das escovações dos filhos, o que agrava ainda mais o problema da placa bacteriana e da incidência de cáries para essas pacientes. Para completar, grande parte das vezes jovens nessa idade estão também em tratamento ortodôntico, mas nem sempre se atentam para os cuidados especiais de higienização que isso exige.

Diante de todos esses fatores de risco combinados, o acompanhamento odontológico preventivo periódico é uma medida indispensável.

Ciclo menstrual

Mesmo quando a mulher tem um ciclo menstrual normal, isso implica oscilações nas taxas hormonais (estrógeno e progesterona, e gonadotrofinas coriônicas). A progesterona tem sido associada à resposta do corpo às inflamações, sendo que, em muitas mulheres, o tecido gengival fica mais edematoso (inchados) e eritematoso (avermelhados) antes do início da menstruação. Essa fase também pode levar ao aumento da secreção em quem já tem quadro inflamatório crônico instalado nas gengivas, bem como a um pequeno aumento da mobilidade dos dentes.

Gravidez

No período da gravidez ocorrem alterações hormonais que levam a problemas gengivais e podem predispor as mulheres a doença periodontal (doença nos tecidos que protegem os dentes). O percentual de ocorrências de gengivite entre gestantes é alto, atingindo cerca de 75% das pacientes.

A grande característica da presença da doença periodontal são as alterações na gengiva, como vermelhidão (eritema),  inchaço (hiperplasia gengival)  e sangramento fácil (ao escovar ou comer, por exemplo).

Um fator ainda mais preocupante é que inflamações e infecções gengivais na mãe podem colocar em risco a saúde do feto, elevando o risco de bebes nascerem com baixo peso e prematuros.

Outras situações às quais as grávidas estão especialmente exposta são: maior possibilidade de erosão dos dentes, por ácidos dos fluidos estomacais (devido aos enjoos matinais ou quando o refluxo esofágico é grave, envolvendo vômitos repetidos), xerostomia (boca seca) ou, então, sialorréia (salivação em excesso) – embora esse quadro seja mais raro.

Por todas essas razões, o acompanhamento odontológico durante a gestação é uma recomendação importante para TODAS as mulheres.

Uso de anticoncepcional

Os anticoncepcionais “simulam” para o organismo a presença de uma gravidez. Por isso, a mulher também pode ter a sua saúde bucal afetada quando faz uso desses medicamentos.

Endometriose

Uma pesquisa da Universidade de Michigan, nos EUA, aponta que 60% das mulheres que sofrem de endometriose (afecção inflamatória no endométrio) têm periodontite.

Segundo o mesmo estudo, a maioria dessas pacientes desconhece o seu quadro odontológico e ignora a gravidade do problema – que implica em comprometimentos estéticos, perda de dentes e sérios riscos à saúde sistêmica.

Menopausa

Boca mais seca, sensação de queimação, ardência bucal e lingual, alteração de paladar são algumas sensações percebidas por muitas mulheres depois da menopausa. Podem ocorrer também mudanças na cor da gengiva, que se torna mais pálida e sem brilho.

Além disso, a osteopenia (diminuição da densidade óssea) e a osteoropose (aumento da porosidade dos ossos), que comumente ocorrem em mulheres após a menopausa, levam a uma redução da estrutura óssea ou à piora da qualidade dessa estrutura, podendo agravar os casos de doença periodontal, devido ao aumento da perda óssea ao redor dos dentes.

Para essas pacientes, uma assistência odontológica especializada e atenta a esses fatores contribui significativamente para um melhor bem-estar e uma boa qualidade de vida.