O primeiro passo para a reabilitação de um sorriso

A imagem abaixo é do tipo que choca. Apesar de  manter uma boa higiene oral, o posicionamento dos dentes e a ausência de vários outros debilitou completamente este sorriso. E tudo começou com a perda de uma unidade dentária, por volta dos 15 anos de idade. Hoje, aos 40 anos, este paciente se prepara para a reabilitação estética e funcional de suas arcadas, e, acima de tudo, sonha em reconquistar a total autoconfiança para falar e sorrir em público.

Paciente com ausência de várias unidades no corredor estético do sorriso e mal posicionamento das unidades restantes, comprometendo todo o sistema bucomaxilofacial.
Paciente com ausência de várias unidades no corredor estético do sorriso e mal posicionamento das unidades restantes, comprometendo todo o sistema bucomaxilofacial.

Como era muito comum de acontecer antigamente, o paciente acabou perdendo por cáries, ainda muito jovem, os quatro incisivos superiores. A falta de recursos para os tratamentos e uma cultura de extração de unidades dentárias afetadas levavam a quadros como esse – infelizmente, ainda vemos coisas assim acontecendo hoje em dia, em algumas regiões do país ou em determinadas camadas sócio-econômicas.

Na vida adulta, sem condições para realizar implantes dentários, o jeito foi se adaptar às próteses móveis, com todas as dificuldades funcionais e limitações estéticas que elas representam. Os prejuízos que isso representou para todo o seu sistema bucomaxilofacial foram muitos, ao longo dos últimos 25 anos. Entre eles:

– Perda da dimensão vertical, isto é, desequilíbrio oclusal na mordida, com alguns dentes superiores “invadindo” o espaço dos dentes inferiores. Com isso, toda a mordida fica desalinhada;

– Mau posicionamento dos dentes, com várias unidades assumindo o lugar de outras e também sofrendo rotações ou inclinações indesejáveis;

– Dificuldade de mastigação;

Perda óssea, tanto em altura quanto em espessura;

Muitas vezes, em casos assim, a pessoa acredita que basta realizar a instalação de implantes das unidades em falta para resolver o problema. Acontece que, tal como costumamos alertar por aqui, quanto mais o tempo passa, mais a ausência de um ou mais dentes gera um efeito-dominó na arcada dentária, tornando o tratamento de reabilitação algo mais complexo.

Mas, felizmente, com todos os recursos que temos hoje em dia e, principalmente, diante da decisão do paciente de perseverar na conquista de sua saúde bucal, esse é um caso clínico que tem tudo para dar certo.

O primeiro passo será fazer a documentação para realizar o tratamento ortodôntico, que irá reposicionar corretamente as unidades dentárias naturais. Antes da instalação do aparelho, também serão realizadas pequenas restaurações em algumas unidades.

A previsão é de que a permanência com o aparelho seja de dois anos e meio, prazo após o qual já poderemos dar início à instalação dos implantes que, finalmente, lhe permitirão um sorriso completo, seguro e totalmente funcional.

Vamos acompanhar essa evolução aqui pelo nosso Blog!