Perder um dente significa sempre mais do que parece

A falta de um único dente não é apenas estética; ela tende a ocasionar sérios comprometimentos na arcada, que vão desde as alterações nas características da mordida e mastigação, até à mobilidade e a perda de mais dentes, a médio e longo prazos.

Isso acontece porque os nossos arcos dentais são feitos para acomodar todos os dentes, em um sistema integrado entre nervos, músculos, mucosas e ossos, permitindo a perfeita funcionalidade. Então, a partir da falta de um dente, o organismo providencia a adequação àquela nova situação. E isso implica em dois fatores importantes:

– A médio prazo: movimentação das demais estruturas, a fim de tentar “preencher” o espaço vazio. Assim, outras unidades dentárias acabam por trabalhar fora da sua posição e condições normais, levando a inclinações, rotações e extrusões indesejáveis, que deixam esses dentes mais sensíveis e expostos à deteriorações.

– A longo prazo: com menos dentes para estimular todo o sistema bucofacial, a tendência é haver perda de tecido ósseo e gengival, o que, por tabela, irá afetar a capacidade de sustentação dos demais dentes, levando à mobilidade ou, até mesmo, à perda total dessas unidades.

Portanto, é um tremendo equívoco a pessoa pensar, por exemplo, que a perda falta de um dentede um pré-molar ou molar é menos grave que a de um dente localizado no corredor estético do sorriso (de canino a canino). Em termos estéticos, isso pode até ser. Mas em termos funcionais, definitivamente, não.

Todos os dentes têm a sua função. E todos são importantes. Uma exodontia (remoção de dentes),  só deve acontecer depois de esgotados todos os recursos para a manutenção dos dentes naturais (ou, então, em casos extraordinários em que isso seja necessário para o equilíbrio da mastigação, dentro de um plano muito bem estudado de tratamento ortodôntico).

Mas, quando a perda da unidade natural é inevitável, a realização do implante, o mais cedo possível, é o caminho mais seguro para manter a funcionalidade do sistema bucofacial e assegurar a saúde bucal do paciente, e todos os seus efeitos na saúde sistêmica desse indivíduo.