Planeja engravidar? Prepare o sorriso!

Uma coisa precisa ficar entendida por TODAS as pessoas: gengiva que sangra NÃO É NORMAL! Esse é o primeiro sintoma da doença periodontal e precisa ser avaliado pelo especialista, antes que complicações se instalem. Mas, como neste mês nossa proposta por aqui é falar especificamente da relação entre saúde bucal e maternidade, vamos focar nas implicações e riscos das afecções gengivais para a mulher e o feto.

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A doença periodontal é um quadro infecto-inflamatório que atinge as gengivas (gengivite) e pode evoluir para os tecidos de sustentação dos dentes (o periodonto), dando origem à periodontite.

Durante a gravidez, o corpo da mulher se transforma completamente, passando por grandes oscilações hormonais que alteram as respostas do organismo, aumentando a sensibilidade e a predisposição a inflamações na cavidade oral. Portanto, há um maior risco de surgimento da doença periodontal nessa fase.

Além disso, há diversos casos em que a paciente já tem uma maior propensão à sensibilidade gengival durante o período menstrual ou simplesmente não vem realizando devidamente as consultas de rotina ao dentista para limpeza e controle da placa bacteriana e do cálculo dentário. Essas também são situações que contribuem para uma maior incidência de afecções gengivais durante a gestação.

Dor, inchaço, vermelhidão, sangramento e dificuldade para comer são apenas alguns dos incômodos que a doença periodontal pode causar. Sem o devido tratamento, o quadro pode evoluir com complicações graves, como: presença de secreção purulenta, mau hálito, recessão gengival, mobilidade dentária (dente que parece “amolecido”) e perda de dentes.

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Não bastassem todos esses prejuízos para a saúde bucal, a situação pode ficar ainda pior, atingindo a saúde sistêmica da mãe e podendo prejudicar o desenvolvimento do feto. O grande risco das afecções bucais é o das bactérias caírem na corrente sanguínea, podendo afetar órgãos vitais.

No caso da periodontite, inúmeros estudos mostram uma maior incidência de partos prematuros e de bebês de baixo peso, nascidos de mães que têm essa patologia. Como e porquê isso ocorre é algo ainda a ser esclarecido.

Mas os números são muito preocupantes! No Brasil, cerca de 75% das grávidas apresentam afecções gengivais. É um percentual altíssimo, que exige que todos nós nos coloquemos em alerta e reforcemos as campanhas de conscientização sobre a importância do pré-natal odontológico.

Nas Clínicas IOS, temos um programa de atendimento voltado especialmente para as gestantes, conseguindo um índice ZERO de doença periodontal entre nossas pacientes. Contudo, como hoje grande parte das gestações são planejadas, recomendamos fortemente que a mulher que pretende engravidar já busque fazer também um tratamento profilático.

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A realização do check-up odontológico preventivo, bem como as limpezas dentais periódicas em consultório são medidas básicas nesse sentido – e caso seja identificado um quadro de gengivite ou de periodontite, o controle deve ser iniciado o mais cedo possível.