Propósitos que se renovam para o bem

Em sintonia com os propósitos de renovação de forças e disposição que um

Da esquerda para a direita: os dentistas Isabela Demuner, co-autora do TCC; Savio Domingos  da Rocha Pereira, Moises F. Vieira Neto , Hamilton Santos Xavier, professores da Faesa; Daniela Caliman, co-autora do TCC e Marlei Bonella, coordenadora da TdB em Vitória.
Da esquerda para a direita, os dentistas: Isabela Demuner, co-autora do TCC; Savio Domingos da Rocha Pereira, Moises F. Vieira Neto , Hamilton Santos Xavier, professores da Faesa; Daniela Caliman, co-autora do TCC, e Marlei Bonella, coordenadora da TdB em Vitória.

novo ano que se inicia sempre nos traz, escolhi abrir os trabalhos de 2015 aqui no Blog falando sobre um acontecimento muito especial do qual pude tomar parte recentemente.

Trata-se de algo que, no meu ponto de vista, coroa a conclusão de um caso clínico desenvolvido com muito esmero por duas jovens dentistas e, ao mesmo tempo, abre com chave-de-ouro o início da trajetória dessas duas novas profissionais que chegam agora ao mercado de trabalho: ambas foram responsáveis por devolver a um adolescente de baixa renda, de 15 anos, a alegria de sorrir.

Daniela Caliman e Isabela Demuner, então graduandas em Odontologia pela Faesa, entraram em contato comigo no início de 2014, por intermédio do professor da instituição, Dr. Sávio Domingos da Rocha. Elas estavam interessadas em participar do Projeto Estudante do Bem, da Turma do Bem. E também queriam abordar em seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) a apresentação de um caso clínico em painel sobre o tratamento de adolescentes atendidos pelo projeto Dentistas do Bem – iniciativa da qual eu sou uma das coordenadoras, em Vitória-ES.

Aceitei prontamente recebê-las no projeto e colaborar com o que fosse possível. A partir daí, as jovens acompanharam várias etapas que fazem parte de uma ação voluntária dessa natureza, participando da triagem de alunos em escolas públicas e, depois, elegendo um paciente para realizar o tratamento.

Assim, após uma triagem feita em março do ano passado em uma escola no bairro Santa Martha, em Vitória, elas ficaram responsáveis pelo acompanhamento odontológico de um adolescente que tinha comprometimentos estéticos e funcionais no seu sorriso.

O tratamento foi realizado na clínica-escola da faculdade, sob a coordenação e orientação dos professores Dr. Sávio Domingos e Dr. Hamilton Santos Xavier, e também sob o meu acompanhamento.

Em seis meses, o paciente não só teve os seus dentes restaurados em um trabalho de máxima excelência (comento mais sobre o caso clínico no quadro logo mais abaixo), como também foi apresentado a uma nova forma de se relacionar com a sua saúde bucal e a importância de determinados cuidados para não dar chances ao aparecimento de problemas como os que ele apresentava.

O TCC “Dentistas do Bem: um projeto para fazer diferença na saude bucal de crianças” foi apresentado e aprovado à banca examinadora no dia 11 de novembro. Um reconhecimento mais que merecido.

Da minha parte, acompanhar esse projeto foi uma honra. E ver o seu resultado é motivo de muito orgulho. Se já não bastasse isso, fica ainda a alegria de ver surgir duas novas profissionais que entendem que por traz de cada sorriso existe uma história de vida, que nós sempre podemos ajudar a mudar para melhor.

É com essa satisfação e com esses propósitos renovados que eu dou início às minhas atividades neste ano de 2015, tanto aqui neste nosso Blog, quanto no meu trabalho voluntário na Turma do Bem, nos cursos de Periodontia que dou na Associação Brasileira de Odontologia (ABO-ES), e na prática diária, nos meus consultórios.

Em breve, estarei aqui compartilhando com vocês novos projetos que prometem fazer do ano de 2015 um ano muito especial. Serão também novos desafios, sem dúvida. Mas, acima de tudo, serão novas frentes de trabalho, sempre com foco na Odontologia como fator primordial na saúde e na qualidade de vida!

Que seja muito bem-vindo o ano de 2015!

Marlei Bonella,
Peridontista e Implantodontista.

 

Avaliar clinicamente um caso como o do adolescente atendido pelas jovens dentistas é algo que exige, além do conhecimento técnico, a sensibilidade e a percepção do que os problemas dentários presentes significam para o paciente e para a sua vida social.  O paciente tinha várias cáries (nos elementos 17, 16, 26, 27, 37 e 46). Havia fraturado o elemento 11 (o incisivo central superior direito), além de apresentar diastema entre esse dente e o 21 (ou seja, havia um espaço maior que o desejável entre os incisivos centrais superiores). Nota-se, a partir da presença de placa bacteriana e gengivite, que a higienização também não era feita de forma correta. Para o paciente, entretanto, todo o quadro clínico resumia-se a uma única palavra: vergonha.  “Nas primeiras consultas ele (o paciente) não conversava. Era muito tímido, retraído e envergonhado”, sublinhou Isabela Demuner, durante a apresentação do painel sobre o caso clínico. Às dentistas, o garoto contou que o dente havia sido quebrado num incidente com um de seus irmãos, que teria batido com um cabo de vassoura em sua boca. Na altura, o jovem havia buscado atendimento em um posto de saúde, levando o pedaço solto do dente, na esperança de que pudesse ser colado, mas isso não foi possível. Frustrado com o fato, passou a ter dificuldade para sorrir e conversar. Era preciso, então, pensar em formas não só de salvar os dentes em risco e reestabelecer a saúde bucal e a plena funcionalidade dos dentes, como também devolver àquele jovem a autoconfiança no seu sorriso. Assim, o tratamento consistiu na remoção da placa bacteriana e restauração dos elementos cariados, na microabrasão (técnica para retirada de manchas) do elemento 41 (incivido central inferior esquerdo) e na colocação de facetas estéticas no chamado corredor estético do sorriso (compreendendo os elementos 13, 12, 11, 21, 22 e 23).  “Após o tratamento, o paciente chegou rindo, conversando e dizendo que mudamos a vida dele. Disse que não sentia mais vergonha de sorrir e nem de conversar com ninguém. Sua autoestima foi retomada. Os amigos da escola deram a ele o apelido de sorriso colgate”, conta Isabela. O tratamento também causou impactos na família do garoto, gerando ciúmes entre os irmãos e levando o pai a solicitar atendimento também para o outro filho. A consulta foi marcada para breve, na clínica-escola. Com isso, podemos ver como a reabilitação de um único sorriso pode gerar toda uma reação em cadeia de valorização da saúde bucal.
Avaliar clinicamente um caso como o do adolescente atendido pelas jovens dentistas é algo que exige, além do conhecimento técnico, a sensibilidade e a percepção do que os problemas dentários presentes significam para o paciente e para a sua vida social.
O adolescente atendido tinha várias cáries (nos elementos 17, 16, 26, 27, 37 e 46). Havia fraturado o elemento 11 (o incisivo central superior direito), além de apresentar diastema entre esse dente e o 21 (ou seja, havia um espaço maior que o desejável entre os incisivos centrais superiores). Nota-se ainda, a partir da presença de placa bacteriana e da gengivite, que a higienização também não vinha sendo feita de forma correta.
Para aquele jovem, entretanto, todo o quadro clínico resumia-se a uma única palavra: vergonha.
“Nas primeiras consultas ele (o paciente) não conversava. Era muito tímido, retraído e envergonhado”, sublinhou Isabela Demuner, durante a apresentação do painel sobre o caso clínico.
Às dentistas, o garoto contou que o dente havia sido quebrado num incidente com um de seus irmãos, que teria lhe batido na boca com um cabo de vassoura. Na altura, o garoto chegou a buscar atendimento em um posto de saúde, levando o pedaço solto do dente, na esperança de que pudesse ser colado. Mas isso não foi possível. Frustrado com o fato, ele então passou a se sentir pouco à vontade para sorrir e conversar.
Era preciso, portanto, pensar em formas não só de salvar os dentes em risco e reestabelecer a saúde bucal e a plena funcionalidade dos dentes desse paciente, como também devolver a ele a autoconfiança no seu sorriso. Dessa forma, o tratamento consistiu na remoção da placa bacteriana e na restauração dos elementos cariados; na microabrasão (técnica para retirada de manchas) do elemento 41 (incivido central inferior direito), e na colocação de facetas estéticas no chamado corredor estético do sorriso (compreendendo os elementos 13, 12, 11, 21, 22 e 23).
“Após o tratamento, o paciente chegou rindo, conversando e dizendo que mudamos a vida dele. Disse que não sentia mais vergonha de sorrir e nem de conversar com ninguém. Sua autoestima foi retomada”, conta Isabela, ressaltando que o novo sorriso do rapaz foi notado e elogiado pelos amigos da escola.
O tratamento também causou impactos na família do garoto, gerando ciúmes entre os irmãos e levando o pai a solicitar atendimento também para o outro filho. A consulta foi marcada para breve, na clínica-escola. Com isso, podemos ver como a reabilitação de um único sorriso pode gerar toda uma reação em cadeia de valorização da saúde bucal. Daniela Caliman e Isabela Demuner, estão de PARABÉNS!